Friday, July 22, 2016























  Assim foi...






    Participantes na caminhada nocturna do dia 21 de Julho



                             














   Participantes na caminhada nocturna do dia 20 de Julho





Tal como no dia 17 de Junho, nos dias 20 e 21 de Julho, fui guia de uma caminhada na serra lisboeta à noite. 
O número de inscrições atingiu rapidamente o limite permitido, para cada saída! 
Ambas as noites estiveram calmas, mornas e com uma lua enorme (de tons avermelhados e depois alaranjados!), a surgir no horizonte.
Foram passeios feitos com passada lenta e a falar (baixinho...), ao som dos grilos e das rãs, sobre o lugar do Parque Florestal na nossa cidade, da importância do Centro de Recuperação de Animais Selvagens, e claro… Sobre os PIRILAMPOS. Um pedaço de noite interessante, para quem esteve presente. 
Mas se perdeu esta oportunidade “única” não desanime, no próximo ano haverão mais caminhadas para ver as «luzes alfacinhas».





Sunday, July 17, 2016


Nos nossos campos, por esta altura do ano, as espécies ditas estivais (nomeadamente do género Lampyris e Nyctophila, por exemplo) entregam-se à reprodução, com numerosas fêmeas a tentar atrair um macho, com a sua luz forte, verde e estável.

Tenho recibido alguns relatos, em que a luz das fêmeas, por vezes, de um dia para o outro, se deixa de ver. Ora isto pode ter diferentes explicações: a fêmea pode ter entretanto logrado o acasalamento e deixado de brilhar, pode ter sido morta ou levada por algo ou alguém ou pode simplesmente ter terminado o seu ciclo de vida, sem ter conseguido atrair um parceiro.
Também poderão haverão outras explicações, mas serão provavelmente menos comuns.



                                                     
Fêmea de Lampyris noctiluca










Mais 2 fotos de Torres Vedras



Friday, July 15, 2016


A descrição de uma observação feita em Sintra em 1873: «The glowworms and fireflies that perhaps lighted the fairy revels still linger here. You may see them in the summer evenings, and as you saunter along the “Passeio dos Amores”—or other shady grove.»

http://www.alagamares.com/a-visita-de-lady-jackson-a-sintra-em-1873/



Aqui fica já agora, a tradução de tal excerto, feita por Camilo Castelo Branco (em 1877):
«Dir-se-hia que os pyrilampos e as moscas phosphoricas ainda relampejam nas orgias das bruxas que por alli se vão mirrando. Em noites estivas, podeis vel-as no Passeio dos Amores ou em qualquer bosque fechado.»


Mais sobre este local (agora nos nossos dias): http://palacio-de-sintra.blogspot.pt/2012/05/fonte-dos-amores-em-sintra-com.html

Será que ainda existem lá pirilampos, nos dias de hoje? Isso seria algo interessante de averiguar.