Monday, May 05, 2014

Poluição luminosa


Um candeeiro de iluminação pública, não só pode usar menos energia para produzir a mesma quantidade de luz e de forma menos nociva para o ambiente, como também pode estar colocado e projetado, de forma a iluminar corretamente o alvo, otimizar o efeito da iluminação e a não desperdiçar luz para o espaço.

Tipos de candeeiros diferentes, têm efeitos diferentes, também na visibilidade das estrelas, durante a noite:




Está provado que as noites estreladas são também cada vez mais uma raridade e que esta beleza (que é também um sinónimo de saúde ambiental) vai-se restringindo a locais cada vez mais isolados ou a tempos dos nossos antepassados. Toda a luz vinda da Terra, que vemos do espaço durante a noite, são literalmente milhões de euros a ser desperdiçados em pouco espaço de tempo, com a agravante de destruir o ambiente e de nos impedir de ver um céu estrelado ou uma aurora boreal (sim, têm sido reportadas até auroras boreais em Portugal (mesmo já após o ano 2000) mas apenas foram vistas em zonas escuras de Norte do país, e em certas alturas do ano).


Coimbra iluminada a LED










Se isto realmente se realizar, será um feito.





Um grupo de cientistas descobriu que usando as estruturas microscópicas do abdómen de pirilampos, conseguem aumentar a eficiência das luzes LED em 55%:



A primeira lei anti-poluição artificial luminosa é conhecida na Republica Checa:



Investigação realizada no País de Gales reforça a possibilidade de que lâmpadas de sódio podem ter uma influência importante nas populações de pirilampos locais:


A alteração do tipo de lâmpada (de sódio para led), teve um efeito positivo nas populações de pirilampos.


Uma investigação publicada em 2014, sugere que a luz LED é menos prejudicial para os insectos, que a luz fluorescente compacta:

http://lrt.sagepub.com/content/early/2014/03/14/1477153514526880

Lâmpadas LED com as côres âmbar, vermelha e amarela, por exemplo, são consideradas ainda menos atraentes para os invertebrados, que as LED de côr azul.

A minha opinião, é que não há nada como testar as luzes no campo, e medir os prós e contras.
Além das luzes terem o dever de cumprir bem o papel da iluminação, devem ser eficientes energeticamente e não constituirem um problema para a fauna e a flora.

Espero que cenários como estes, não se tornem apenas em uma lembrança do passado, no nosso planeta:

https://www.youtube.com/watch?v=V-oLJ0o2plw

https://www.youtube.com/watch?v=Vph_RYfyHFI





Thursday, May 01, 2014

Surgem os primeiros pirilampos adultos de 2014



                   
















Na noite de 7 Abril, na freguesia de Santa Maria de Belém e de Algés, foram avistados os 2 primeiros pirilampos adultos do ano de 2014 (Luciola lusitanica).

Na Serra da Carregueira, em 7 dias, notou-se um aumento de cerca de 90 vaga-lumes.

Vamos ver, como será 2014, em relação a anos anteriores.