Tuesday, April 10, 2007

A relação entre o Homem e o vaga-lume no nosso planeta



O Homem desde há milhares de anos que se sente fascinado por estes maravilhosos insetos luminosos.
Na selva sul-americana, por exemplo, os índios usavam-nos e ainda usam como objetos de adorno  (tipo colares) e para poderem ver melhor à noite, usavam-nos igualmente como lanternas.
Na Idade Média, em Inglaterra, como eram muito abundantes nesse tempo, eram usados como tochas.
Na China as crianças pobres quando não tinham luz para lerem os livros da escola (à noite) utilizavam a luz dos vaga-lumes.
Existe um monumento que menciona os pirilampos, como um dos animais que tiveram um papel importante na primeira guerra mundial, ao permitirem aos soldados ler com a sua luz, mapas estratégicos, na escuridão da noite.
No Japão os pirilampos são associados a equilíbrio e harmonia entre o Homem e os outros seres vivos, pois são eles os «mensageiros».
Na Ciência são muito tidos em conta devido a sua eficiência luminosa e ao papel que têm na saúde dos ecossistemas naturais, pois como predadores (são estritamente carnívoros na maioria das espécies) que são, posicionam-se como os melhores bioindicadores pois acumulam as substâncias contidas nas suas presas.
Como predadores de possíveis pestes agrícolas, têm um papel também biocontrolador, poupando milhares e milhares de euros todos os anos, em prejuízos agrícolas, de forma eficiente e limpa ao contrário dos pesticidas que poluem e podem ser bastante tóxicos. Assim no Nepal e na Nova Zelândia, foram e são ainda utilizados na agricultura biológica.
Em certas comunidades (Japão, UK, Nova Zelândia, Austrália) várias pessoas juntam-se, convivem e participam em excursões para observar pirilampos. Os vaga lumes têm assim também um papel lúdico e estreitam os laços dentro da comunidade.
Na poesia (não só Ocidental, como Oriental e até Tribal) existem várias referências aos pirilampos e para as crianças, poucos animais mexem mais com a sua curiosidade e com um mundo de sonhos, do que os pirilampos!
Os vaga lumes representam assim vários mundos paralelos, na cultura humana.